terça-feira, janeiro 09, 2007

"O Fabuloso Destino de Amanda Pereira"

Amanda Pereira, aos seus 19 anos e 20 dias de vida comia satisfatoriamente um pãozinho com manteiga quando ocorreu-lhe um pensamento: "Por quê?" Depois de então, esse pensamento invadiu-a de tal modo que nem mesmo o pãozinho a salvou do naufrago. Foi bonito! Seus olhos brilhavam instintivamente a frente do computador enquanto refletia sobre tudo aquilo. "Por quê...?". Tudo então pareceu-lhe vago e oportuno. Foi como um raio que bateu-lhe a mente e sacudiu-lhe os sentidos tornando-a mais atenta.
Viu-se numa estrada, onde caminhava há um certo tempo, tudo normal. Até que deparou com uma outra. O mundo caiu, partiu-se em dois, o vento soprou mais forte e frio, era preciso decidir - agora - qual das duas tomar. Ao pensar, pareceu-lhe surgir mais e mais caminhos - uma encruzilhada! Pra todas que olhava pensava ganhar algo e..., perder também. Ficou com medo, não queria, por que tudo não poderia ficar como estava? E foi nesse momento que uma pedra bateu-lhe e cocoroco.
"Pára de reclamar e choramingar feito criança perdida no supermercado, aprenda a andar com suas pernas e tomar suas próprias decisões. Algumas delas muito difíceis - sim, mas ninguém disse que seria fácil, não é?! O que lhe falta é abrir os olhos ao senso de equilíbrio! Coloque na balança as vantagens e desvantagens da mudança. E têm mais, preferir a derrota prévia a dúvida da vitória é desacreditar em si mesmo. Calça teu sapato e esquece o mundo chato. Segue, segue menina. Olha. Tem muito lá fora pra abraçar, a vida não se resume em uma ou duas estradas, muitas escolhas ainda virão. Quanto a sua preocupação - carregue-as em seu coração, pois você estará no delas. Só é preciso não ter o que precisar."

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Só sei que foi assim.

Tinha nascido. Era chorona, muito chorona minha irmã. Nasceu no dia 07/01/1987. Conhecidentemente no mesmo dia em que uma certa tia que estimo muito. Começo por ela, porque é antes de mim. Todos dizem: "Um tanto apressados foram seus pais..." Pois é, mal minha mãe tinha se recuperado do primeiro e sofrido parto, tchan tchan tchan tchan... a Amanda resolveu aparecer, digamos que passar um tempo naquele lugarzinho aconchegante onde os bebês esperam. Primeiro o susto, nada esperado. Alguns diziam "Hum... Foi no carnaval, ta explicado!" hehe Depois de um tempo, se conformaram, e todos esperavam um garotinho, até o resultado do raio X. Meu pai até compôs uma música. Pensava que eu viria de olhos azuis e cabelos dourados e bem 'arrumadinho' por causa da minha avó. O resultado foi contrário, vim 'bagunçadinha', um bicho do mato. Mas até que um bicho bonitinho. Ele escolheu vários nomes, quando eu ainda habitava a barriga, mas sobre isso só digo que eram de jogadores. A minha mãe teve uma gravidez tranqüila, tão tranqüila que se perguntava, e até se assustava. A resposta veio quando nasci. O médico deu-me uma palmada, outra... Nada. Todos preocupados. Então, a última (ainda tenho a marca de seus dedos - brincadeiras a parte, hehe) Berrei pro mundo na madrugada de hoje (21/12/1987) às 01:15 hs. Tudo estava explicado, passei os nove meses dormindo, nada me acordava, nem mesmo a claridade e as vozes do novo mundo. Eu sonhava.
E hoje.. De olhos bem abertos!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

O viajante

O Viajante que cruzou a ponte,
não o fez com mentiras.
Por mais que seus olhos estivessem fechados
ele sabia qual era o seu caminho.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

A descoberta


Muitas vezes minha prova é conviver comigo mesma
procuro-me incansavelmente e não me encontro.
Então, olho adiante...
descubro-me no outro.

terça-feira, novembro 21, 2006

Erros corretos.

Existem três tipos de ser humano: O 'burro', que quanto mais tropeça mais fica cego; O 'inteligente', que age como um burro, mas no fim das contas aprende na primeira queda ou não, mas aprende, e o 'esperto', que de tanto ver os outros caírem, sabe que ali tem um buraco. Você acredita mesmo nisso? Eu não.
Acredito que os erros não se aplicam as pessoas e sim as situações vividas por elas. Imagine o que seria se uma pessoa só errasse, ou se tudo fosse muito simples como aprender com os erros dos outros? E o erro? Quem nunca errou? O que se pode chamar de erro? Julgar os outros por seus atos, isto também não é um erro? Oras...
Existem situações que me parecem labirintos sem saída, outras, que para uns são tão complicadas, eu resolvo num passe de mágica sem mesmo nunca ter passado por algo parecido antes. E ainda aquelas, que me servem de experiência, passo uma, duas ou até três, e no fim, não preciso respirar fundo demais, pois sei que tudo vai ficar bem. Tudo sempre fica bem!
Espero um dia ter vivido o suficiente para dizer que ainda erro. E que a vida, não me deu apenas experiência e compreensão, mas ensinou-me a ter paciência e sabedoria para dizer que amo e que espero. Pois hoje é meu último dia. E que ele seja como todos os outros que passei até agora. Cheio de vontade do pôr-do-Sol, e esperança por um novo nascer.

sexta-feira, novembro 03, 2006

"Sonho"

Um belo campo cheio de árvores, de flores, do verde. Crianças brincando, cachorros rolando na grama, um toque de simplicidade e eu. Andava observando tudo aquilo, contemplando a criação. À minha frente uma grande montanha, e eu a subia. Fui em direção a uma casa de construção antiga, acredito ser uma Igreja. Não entrei, apenas subi a escadaria ao lado. Por onde passava, havia cães, todos brancos, e eles me seguiam, me acompanhavam. O Sol estava o dia, os pássaros cantavam e eu subia. Ouvia a minha voz, como que conversando com outro alguém. Não vi ninguém, só a mim. Parei num lugar pra comer, fome estava. Depois, continuei. O tempo agora escuro era, sabia o caminho, seguia a trilha, mas pensei - me perdi, não pode ser aqui! Olhei pro lado, fiquei com medo, muito medo, água corria rua abaixo, um grande rio passava, descia, não era o que imaginei. O rio parecia devorar-me a alma e mastigar meus mais secretos desejos sem piedade. Continuar, só atravessando-o. De duas uma, ou corria o risco e atravessava, ou meia-volta dava e caminho mais fácil escolhia. Pensei, doeu, depois de subir tanto, estar quase lá, ter que voltar. E então me dei conta de que estava só, nem os cães nem a voz me acompanhavam, nem a coragem, era eu e o rio. Fechei os olhos forte querendo acordar daquele sonho que tornara-se pesadelo, então ouvi. Não, eu não podia abandonar o tudo agora, e meu esforço, e tudo o que passei que vivi, e aqueles que me seguiram, que me deram força? Não podia mais voltar, não queria, e a água crescia assim como o meu medo. Decidi num improviso, dei o passo pro futuro pensando nas belas coisas que conheci, nas pessoas que por minha vida passaram e nas que estão, e para minha surpresa a água desceu calma e pouca assim como meu medo - sumiu. O Sol brilhou de novo e meu espírito se fortaleceu. Atravessei. Do outro lado...
Acordei.

"Tristeza deveria estar, afinal não vi o que desejei tanto ver. Mas existe algo muito maior e muito mais forte - a beleza que está entre nós. Muitas vezes coisas simples que parecem tolas, mas não são.
As pessoas que passam, os cães que acompanham, as flores, as crianças, meu Deus tudo está ali! Tudo está aqui, sempre esteve, e no fim das contas vejo o quanto é importante poder ver..."

sexta-feira, outubro 27, 2006

Agora


Só se for agora
Outro dia é outro
Logo chega a hora

Estação do encontro
Tenho, peço calma
Rema, leva a alma

Outros vem aí
Seus, meus, de Elis
Vim pra te dizer
Estou, estive, vai ver

Rua - vai lá fora
Senhora do mundo
Ouviu o tumulto
Sorri, fui embora.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Crônica da Véspera

A véspera.
A véspera de uma entrevista, de um reencontro, de um casamento, de um acerto de contas. Mas aqui vou narrar a véspera de um Espetáculo, do meu espetáculo.

Depois de sair do ensaio do Guina (espetáculo "Mordaça" - drama) às 21:40hs, fui ensaiar "Antes só do que mal acompanhada" - Comédia, às 21:54hs no estacionamento da Escola de Artes. Permanecemos lá até as 23:42hs quando fomos chutados - o estacionamento precisava ser fechado. Como não havíamos terminado uma determinada cena resolvemos encerrá-la na calçada do bar do jegue - em frente ao estacionamento. Finalmente às 23:55hs terminamos. Não tinha ônibus e eu estava sem dinheiro. Tudo bem, pra que servem os amigos. Carona até em casa! Cheguei às 24:23hs, jantei às 24:37hs, fui dormir (tentar) às 24:58hs. Vira pra um lado, abraça a vaca (pelúcia), vira pro outro, não deu! Acendi a luz e liguei o som. Tentei Mônica Salmaso, Chico, Nora Jones, não deu. Eu precisava de barulho, silêncio incomodava. Uma pena, o mundo já tava dormindo - até a vaca! A procura da solução, encontrei 'Cordel'! Foi tiro e queda, matou-me às 1:58hs. Dormi feito uma pedra até o maldito despertador tocar. Ainda enrolei, fingi que não ouvi, quebrei, mas no fim... Tinha que levantar! Não deu outra, fiquei atrasada. Estava saindo de casa quando mami levantou.
"Espera um pouco... Eu sempre levanto depois da mami!"
Ohu... Duas vezes maldito! O despertador estava adiantado! E acreditem, ainda estando pronta consegui enrolar o suficiente para me atrasar de verdade! Corri até o ponto e... Perdi o ônibus. Todo meu esforço não valeu. Queimei calorias, cansei as pernas, salivei como um cão raivoso. Tudo bem, poderia ser pior. A vida é bela!

segunda-feira, outubro 16, 2006

Pedacim pedacim...

Pedaço de mim (Chico Buarque)

Ó pedaço de mim, ó metade afastada de mim
Leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar.

Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim
Leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais.

Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim
Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu.

Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim
Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada no membro que já perdi.

Ó pedaço de mim, ó metade adorada de mim
Lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo a mortalha do amor, adeus.


"Cada um é pedaço d'um que foi d'outro. É gema na clara do ovo. É unha na carne do tolo. É mais um encontrar-se denovo..."

segunda-feira, outubro 09, 2006

Pouco tempo, muita idéia...

Tenho observado ultimamente o quanto tenho observado. São tantos olhares falados, gritados expressos, fugindo do silêncio cansado ferido. O mundo parece tão mudo e não.
Voltou a criança, chorou a partida, sorriu na lembrança.
O brinquedo da vida quebra, concertar dá não, junta peça mas... Dá não. Esquece não juízo tens razão, pensa que tem. As pessoas vão, voltam... Apenas deixa, precisam andar. Começar o início, saber o fim. Perdeu, ganhou...
Melhor ser alegre que ser triste. Há de ser. Vá e brinque...
"A vida é um jogo de perdas e ganhos, de risos e choros, contidos rabiscos da incerteza insana do que é a vida."