Há não muito tempo, uma certa vontade maior que qualquer outra coisa subia subia sem saber onde ia-dava. Era vontade de gritar, pular, rolar no chão, mostrar palavra, falar gesto, era vontade de tudo! O tudo que a vontade tinha era o nada que não queria que a tivesse. Mas tinha. Era olhar, imitar, criar, e fingir que era. Ou ao menos brincar de tentar.
No agora a vontade é dobrada. Palavra escapa, sulga, chega no pé do ouvido descalço. Olhos parecem não dormir, passam dia da noite sonhando. Eles gostam de sonhar. Viajam pelos mais belos campos cercados de bichos de prantos, e quando param pra observar algo de estranho, só piscam por desespero do cansaço, senão ficariam ali... Na contemplação do imaginário. E as pernas que sem esperar comando já saem rumo encontro do saber-não. Acho que isso explica porque fui atropelada tantas vezes (três!). Bom, o melhor é pensar-não na ansiedade de amanhã. Vamos conversar com a de hoje.
No agora a vontade é dobrada. Palavra escapa, sulga, chega no pé do ouvido descalço. Olhos parecem não dormir, passam dia da noite sonhando. Eles gostam de sonhar. Viajam pelos mais belos campos cercados de bichos de prantos, e quando param pra observar algo de estranho, só piscam por desespero do cansaço, senão ficariam ali... Na contemplação do imaginário. E as pernas que sem esperar comando já saem rumo encontro do saber-não. Acho que isso explica porque fui atropelada tantas vezes (três!). Bom, o melhor é pensar-não na ansiedade de amanhã. Vamos conversar com a de hoje.

