quarta-feira, outubro 17, 2007

Partido do guarda-chuva

Ah... Um dia livre! Um dia calmo, ventoso, bom dia DIA!
Talvez chova, talvez não, talvez forte, talvez fraco, talvez nem...
Certa vez falaram que as pessoas se dividem em dois tipos: as conservadoras e as liberais; as conservadoras são as que usam guarda-chuva e as liberais preferem sair sem ele, eu prefiro chamá-las de prevenidas e desprevinidas.
Bem, de qualquer modo, hoje será um BOM DIA!

PS: Eu trouxe guarda-chuva, mas sou bem "liberal".

sábado, setembro 29, 2007

É bem melhor quando já se sabe o fim

Sabe qual o fim? Seria bom se soubesse? Como pode saber?
Acho que é bem melhor imaginar como pode ser e fazer com que seja como imaginamos, não o fim... O fim pode ser novamente o começo de tudo, basta começar.
Abrir os olhos para o dia, sentir os cinco sentidos invadindo o sexto. A respiração em curtas pausas em busca de fôlego para a próxima palpitação. Folhas caídas ao chão, do fim de uma estação, abraçadas aos grãos secos fecundos em terra para semente, para nascer e amanhã, quem sabe cair novamente.
A vida é bem melhor quando já se sabe o fim, de planos e sonhos em anos, por sermos só nós grãos. Anos, meses, dias, agora. Como quiser, é plantar e colher. É ser feliz.

terça-feira, agosto 21, 2007

Ausência

Às vezes venho ao blog e tento uma, duas, três vezes e nada. Então apago, salvo rasuras, e as idéias vão acumulando. Formam-se pilhas e pilhas delas, aí esquentam e evaporam, e eu não volto. A ausência das palavras incomoda, mas a questão é o acúmulo delas. São tantos temas pedindo textos, tantas conversas pra serem contadas, idéias, lembranças, coisas minhas e das personagens criadas... E tudo fica no baú, esperando algo que eu não sei o que é ou alguém que eu não sei quem é. Tento agarrá-las e prendê-las em mim, inútil. Elas escorregam, fogem às gargalhadas.
E hoje agarrei essa idéia, fiz com ela me contasse o que agora conto a vocês.

quinta-feira, julho 26, 2007

Otacília

Penso na Tatá e a mordida me vem à cabeça, ou melhor, na bochecha. Eu estava lá pelos 6 anos sentada em frente da casa da Cecília quando ela apareceu, me abraçou, apertou, beijou como sempre fazia e me mordeu. Meus olhinhos se encheram de lágrima, ela percebeu e se desculpou, eu acho que não chorei, mas fiquei com vontade. Foi na época da escolinha, ela dava aula onde eu estudava, e na mesma época fomos num parque de diversões, depois da montanha russa aprendi a escolher, e escolhi que se um dia eu fosse em algum desses parques jamais eu iria na montanha russa, nunca mais fui.
Ela sempre carregava livros, pra cima e pra baixo, com suas saias longas. Ficava lá com a tia Maria, onde eu passei praticamente toda minha infância, e sempre me presenteava com livros de poesia e contos, livros que ainda habitam minha prateleira com orgulho. Ela é uma das grandes personagens influentes na minha história, está presente mesmo antes do começo e continuará até depois do fim, o último ponto não depende de mim.
Tatá, essa VEZ foi sua, é única mas não a única. Te amo muito titia fofucha!!!

quarta-feira, julho 18, 2007

Conversa no ônibus

- Seu Zelão, como vão as coisas pro senhor?
- Ô compadre Maneco, vai indo graças ao bom Deus, e com o senhor?
- Na graça do Senhor também. Agora deixa eu lhe conta uma coisa, o senhor nem imagina o que me assucedeu nesses dias. O senhor se alembra da Rita Maria, a Ritinha...
- Ah, a mulher do Seu Miro?
- A mesma, mas corrigindo... Ex-mulher, meu amigo, ex.
- Minha nossa, mas o que assucedeu-se com os dois?
- O senhor deve de se alembrar também daquele fulaninho que rondava pelas banda da casa dos dois, o tal que vivia por aqui em São Paulo, e foi lá pra visitar a família... Esqueci o nome do bendito.
- Eu me alembro sim, mas só de vista, rapaz bem aparentado.
- Pois é, eu podia jurar que a dona Ritinha tava é tendo um causo com ele...
- Minha nossa que é acusação muito grave.
- Pois é, mas eu que não ia afirmar tal coisa sem ter certeza. Pois perguntei pra Rita e...
- Ela confirmou. Que vergonha.
- Negou, ela negou tudinho de pé junto e ainda disse que amava Seu Miro.
- Pois então compadre Maneco, porque a certeza?
- Vai ouvindo... Uns meses depois, o fulano voltou pra São Paulo como era de prometido, não demorou muito e Ritinha decidiu passear por aqui também.
- Vixi, já to vendo.
- Ela soube que eu tava trabalhando aqui e veio atrás de mim pra saber se eu sabia de alguma coisa do fulano.
- E o senhor sabia?
- Mas claro que sabia, sou homem bem informado, sei de tudo que se assucede.
- Entendo, perguntei porque São Paulo é grande do tamanho do mundo e a gente nem sabe da gente mesmo quem dirá dos outros.
- Pois eu sabia e sabia de mais, e foi aí que ela me perguntou e eu tive que responder coitadinha.
- O quê?
- O que ela perguntou ou o que eu respondi?
- Uai, os dois homem.
- Ela perguntou do tal, se eu sabia por onde ele andava, e eu respondi. E foi aí que tive a confirmação.
- Mas respondeu o quê Seu Maneco?
- O homem bateu as botas, não durou nem muitos meses depois que voltou. Na hora que eu disse isso a mulher quase caiu pra trás de tanto desgosto, e me perguntou se foi morte matada porque ele parecia muito saudável e ela pensou que Seu Miro descobriu tudo e quis matar o rapaz, isso ela não falou não mas por certo de que é assim que ela pensou. Mas meu amigo...
- Quê?
- A mulher caiu pra trás mesmo foi depois que eu disse que foi morte morrida, morreu de Aids o desgramado, a bicha saiu xingando o rapaz e a família até a quinta geração. Que confirmação melhor que essa o senhor há de querer?
- É, que história hein. Pobre do senhor Miro, mas que bom que se livrou da cobra.
- Livrou nada, sabendo o sucedido a mulher voltou pra casa e o marido aceitou, nunca soube de nada o coitado.
- Minha nossa, que Deus olhe por ele. Então até qualquer dia desses Seu Maneco, valeu o papo.
- Até Seu Zelão, depois eu conto o resto, que o causo só começo, o senhor não se alembra que eu disse ex-mulher, ex?
- Então até outro dia compadre Maneco, até que já é meu ponto.

quinta-feira, julho 05, 2007

Conversa de bois

- Podemos pensar como o homem e como os bois. Mas é melhor não pensar como o homem...
- Por que é que tivemos de aprender a pensar?...
- É engraçado: podemos espiar os homens, os bois outros...
- Pior, pior... Começamos a olhar o medo... o medo grande... e a pressa... O medo é uma pressa que vem de todos os lados, uma pressa sem caminho... É ruim ser boi-de-carro. É ruim viver perto dos homens... As coisas ruins são do homem: tristeza, fome, calor - tudo, pensado, é pior...
João Guimarães Rosa

quarta-feira, junho 27, 2007

Mudamos de idéia ou são as idéias que nos mudam???

Já me perguntei isso várias vezes e cada vez mais, tenho a incerteza da resposta já esperada. Há momentos na vida que é preciso tomar outros rumos, buscar novos caminhos e optar por alguns desafios. Minha bengala que o diga! São fases não muito ruins mas de todo não muito boas, é que depende... Afinal tudo é relativo, já dizia um filósofo aí não sei das quantas. E outro fulano falou o contrário "não, devemos ter determinismo, é ou não é, e ponto final". Bom, ou os dois estão certos ou estão errados, dá na mesma. Aí continua-se na merda.
O negócio é viver por esse mundão afora como se ele tivesse dentro da gente, mas não significa que as perturbações vão junto com ele não... Elas ficam amoitadas só esperando o descanso da mente e aí quando a gente pensa que ta tudo na paz as bicha vem e morde que nem cobra quando quer dar o bote. Mas, veneno de-não-cobra pega só se a gente acha que cobra é. Por isso que eu penso, penso e quando to descansando penso de novo pras bicha sumi de tanto esperar. Mas tem hora que chegou a hora, e se não é cobra complicada é pedrada na certa. Aí danou-se, a pedra bate, faz um arrombo e com o tamanho do buraco as cobras aproveitam pra entrar. E eu repito, aí lascou-se de vez!!!! Caminho sem ida é caminho sem volta. Mas sempre tem um mas para ajudar na explicação de que nada é definitivo, até agora só a morte e olhe lá. As coisas boas são as novidades, as velhas também, porque depois da gente ficar tanto tempo sem lembrar, quando lembra vira novidade. O que é triste é ter que abdicar de coisas para dar lugar às coisas, entenda-se por coisas as coisas que quiserem entender. Mas, fazer o quê? Pra tudo dá-se o jeito!!! O importante é a vigília, a vigiada das idéias viajadas e o importantíssimo é não vigiar nada.

segunda-feira, junho 25, 2007

Um ano...

Como o tempo vai; dia 22 meu blog fez 1 aninho de existência. 1 é um número bonito, o número do início e das reflexões para o futuro, nesse número as coisas nascem. Esse dia é especial não só por isso, mas também por ser aniversário de um amor meu. Agradeço aos visitantes pela paciência da leitura, pela participação e amizade. Pois, "uma estória não é história se ninguém a escreve assim também não é se ninguém a lê." E para comemorar reescrevo a primeira minha postagem, feita com amor no blog para uma menina criança que amo muito - Bianca - minha sobrinha.

Um dia menina...

Um dia menina me chama na cama, da cama caio saio me levanto pro dia nascer depois de mim... Ainda assim menina confusa cabeça e bicuda se esconde por trás das constelações mais lúcidas do meu jardim. Que menina travessa de brinde de peito me dá um sossego saber dela enfim. Existe menina... brinca, pula, sacode pra gente não ser mais gente. Pra gente aprender a ser gente...

segunda-feira, maio 21, 2007

Para ela...

Quantas vezes corri até seu quarto atrás de uma blusa, uma bolsa, um abrigo.
Quantas outras gritei da janela querendo opinião, sugestão, tua palavra.
E as confidências, mimos e histórias que de passagem em passagem tiraram um sorriso ou um lamento nosso. Ainda tiram - dão. São anos de convivência, sei tanto sobre você quanto mim mesma. E assim, a cada dia uma descoberta.
Cresci acompanhando seus sonhos e até raptando alguns que carrego até hoje. Sempre prestando atenção no seu modo de falar, se vestir, as músicas que ouve, os livros que lê, até o gosto pelo francês eu peguei. Percebi que sempre tento me parecer com você, com vocês. Afinal, sou criança e preciso me espelhar em alguém não é?! E quantos bons exemplos eu tenho, que sorte a minha!!!
Ao teu lado, aprendi que não devemos desistir sem tentar, que devemos ser fortes e persistentes porque não é fácil, que a vida é um aquário pequenino com um peixinho colorido que devemos alimentar e que tenho sorte por ter você. É pra você que olho quando a escuridão me amedronta. Não deixe que essa luz se apague, eu não vou deixar!
Te amo Janzinha, você é muito especial pra mim!!!!!

PS: Atenção tias e tios no geral... Amo todos vocês e todos terão um espaço exclusivo no meu blog!!!! hehehehe

quinta-feira, maio 03, 2007

Falta cor...

Então, resolvi colorir um pouquinho com essa bela florzinha! Lembro de quando eu era pequena, adorava amarelo (ainda gosto). O amarelo tinha um papel muito importante na minha vida, desde das roupas que eu vestia, dos brinquedos... Até minha alimentação. No prato: arroz com sazon (pra dar um tom amarelinho), batata frita e ovo (detalhe importantíssimo: eu gostava da gema). Minha mãe até hoje me chama de amarelão, todos sempre me acharam um pouco anêmica apesar de eu nunca ter estado nessa circunstância. Eu tenho guardado um vestido que ganhei da minha tia Eva, quando estava nos meus 8 aninhos. Ele é alaranjado, mas eu prefiro dizer que é amarelo borrado. Mas são tantas coincidências... Meu signo, sagitário, é do elemento fogo. Meu nome, lembra a própria cor. Meu doce preferido só pode ser quindim. E a música The Beatles "Yellow Submarine"... Por que será que eu adoro queijo, milho, canja de galinha?
As cores podem ser, e são, grandes influências na nossa vida. E elas tem significados tão bonitos... Continuemos todos a "amar em elo".