domingo, dezembro 02, 2007

Voa voa...

Sou feito de vento
de áspera delicadeza
que nasce rebento
vinga, brota, sou de faz de conta
Sou que sou alguém
fui de ninguém que ninguém é meu
mas amei o vento
o tempo que se fez despedaçar
só porque sou eu
quem eu fui, o vento
quem foi
Sou feito de vento
áspera sutileza
que devora sofrimentos e faz sorrir o tempo...

Expectativa

A constante expectativa que me assombra, é a culpa pelas coisas que faço e pelas que deixo de fazer. O mundo do desconhecido, o que cerca o espírito curioso das áreas inexploradas, me engole ao passo do que não sei pra onde. Guiada através dos instintos, dos desejos, escondido o véu da verdade... descubro o que é verdade pra mim. E ela permanece sob um 'talvez' ou 'quem sabe'.
A vida é curta demais para ser vivida esperando que ela termine, esperando que algo aconteça, esperando que ela mude, esperando esperando esperando.... E quando nada acontece nos desiludimos, e talvez, e quem sabe, voltamos para a cretina expectativa!
Cretinos somos nós - somos cegos, surdos, só não mudos. Para reclamar a boca cospe.
Cretinice é não viver, é não sentir o que realmente é viver. Se a vida é curta então façamos com que cada segundo seja eterno, cada sorriso lembrado e cada beijo um recomeço, porque começar é saber que o fim está longe e que poderemos fazer TUDO outra vez.

segunda-feira, novembro 26, 2007

A primeira fase

Quando nos conhecemos foi desejo recíproco, eu queria estar lá, bem pertinho e fazer parte daquele mundo onde tantos querem estar - apaixonados... E nada mais importava... A gente faz um montão de planos, namora namora e depois quer casar. Se não der certo, pedi divórcio. Tudo está tão fácil hoje em dia, mas muitos dizem: "difícil não é entrar e sim sair". Por isso temos que fazer a escolha certa! E nessa primeira fase é onde nos conhecemos melhor, ele faz perguntas e eu respondo, é bem uma seleção de gostos! Uma seleção não muito agradável pra falar a verdade. Sempre nela que eu empaco. É que ele é bem eclético, gosta de discutir sobre tudo, inclusive sobre números, mas confesso que minha área é a dos livros. Bem, mas é assim né. Tudo bem que tem as brigas, as coisas maravilhosas que a gente deixa de fazer, as noites mal dormidas de ansiedade, tive até momentos de stress e loucura depressiva, mas isso faz parte de qualquer relacionamento, sobretudo deste tipo, que fod... com a gente.
Foram anos de convivência, quer dizer, de camaradagem, duas tentativas de conciliação frustradas, mas agora, na terceira... Eu consegui! Assim espero, pois ainda faltam provas, ele não se manifestou, mas sabe quando a gente sente que tudo vai dar certo? Pois é... E assim foi a minha primeira fase da Fudest.

domingo, novembro 18, 2007

Ela sabe.

Ao fim de um primeiro tempo, é assim que seguimos. Terminando coisas e começando outras. Não parece poético? Patético. Talvez seja como me sinto.
Sugiro novos rumos, novas tacadas... Mas como? O primeiro tempo nem acabou. E será que acaba? Espero que não, por saber que não estou preparado. Espero que sim, por sentir desejo de ter a resposta e poder continuar.
Pude ver belas mulheres, beijar e amar todas. Pude sentir a loucura que há em tantos sentimentos, mas desconheço o apito para o qual segue o segundo tempo. Nada disso é comum a mim.
Pessoas me dizem: "é só viver!" Parece ser tão simples vendo por esse lado. Aliás, tudo depende de por qual ângulo você olha. Ah, só ela sabe o quanto sei de tudo isso.
O primeito tempo não acabou. É fato. Fato que me desmonta e me engole a cada segundo que se aproxima do que não sei o quê. O tempo, senhor de todas as felicidades, pára diante da minha, ou sou eu quem não o vejo passar? Não fica claro o que eu quero, o que sei, ou quem sou. O tempo passa e a cada passo tenho mais dúvidas sobre tudo. Até mesmo sobre o que estou fazendo aqui(?).
Às vezes, por questão de segundos, posso ouví-la, posso sentí-la. E eu sei que posso. São segundos de eternidade para mim. É muita vida por tão pouco tempo. E eu não entendo.
"As folhas secas quando caem, adubam a terra para que novas possam crescer"
O primeiro tempo ainda não acabou. E ela sabe.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Outra vez outra

Duas, nós, uma....
De tarde passou-me à lembrança, ruído do vento na rua, enquanto as folhas secas se iam... Essa lembrança se vinha.
Contado aos meninos... A eles conto tudo, mas deles sei nada, nem quem são eles, nem querem eles que eu saiba.
Ouvindo gotas no chão, soluços, espirros, sorrisos... Apenas calado, apenas seguindo, corria, corria, crescia... Calado falava das cores, que via piscar no sótão para os meninos, as crianças. Os olhos arregalados, claros com vida e vermelho, mas não tinha quem queria, não tinha esses meninos. Só eu, as cores, os sons... Eram os meninos.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Felicidade...

Ontem, o tema de uma redação me chamou a atenção: "O que é Felicidade para você?"
Foi difícil descrever, quer dizer, é difícil, pois ainda nem a fiz.
Não sei como, quando, quem, cuma que isso acontece... Mas é tão natural que dá medo de intitular, botar nome. Cada um a descreve de uma maneira.
Nesse momento sinto-me em puro êxtase... Transbordando de felicidade, porquê? Não sei. Acho que já acordei assim, feliz. Acho que já nasci assim.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Significado

Muitos já me perguntaram: "Qual o sentido de Ananita? Por que Solua?" E eu, como sempre, enrolava, dizia qualquer coisa, mudava de assunto, talvez nem eu mesma soubesse qual era.
Refletindo sobre a tal escolha, eu mesma perguntei-me: "Por que Ananita? Qual o significado?"
Bueno, pensei nas várias hipóteses: gosto de Ana, é o nome da minha bisavó, Ita é o apelido da minha madrinha, Anita foi o nome de uma boneca de infância e também de uma personagem que gosto bastante: Anita Garibaldi. Solua pode ser 'só com a Lua', 'Sol e Lua', 'só Lua', ou até, se escrito ao contrário um belo instrumento de sopro, e outras coisitas mais.
De todo o modo, foi por impulso, inspiração momentânea, eu precisa dar um NOME ao meu mundo, ou parte do que ele é, e fiquei feliz com o resultado. Hoje ele significa muito mais do que um mero substantivo, significa que os caminhos não acabam, que entre o céu e a Terra há tanto quanto há dentro de nós, dentro das Anas, Zelitas e Anitas que somos; significa que nascemos, crescemos e continuamos de mãos dadas com os nossos pais, acordados para o pôr-do-Sol, só para ver a Lua, e para nela sonhar.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Partido do guarda-chuva

Ah... Um dia livre! Um dia calmo, ventoso, bom dia DIA!
Talvez chova, talvez não, talvez forte, talvez fraco, talvez nem...
Certa vez falaram que as pessoas se dividem em dois tipos: as conservadoras e as liberais; as conservadoras são as que usam guarda-chuva e as liberais preferem sair sem ele, eu prefiro chamá-las de prevenidas e desprevinidas.
Bem, de qualquer modo, hoje será um BOM DIA!

PS: Eu trouxe guarda-chuva, mas sou bem "liberal".

sábado, setembro 29, 2007

É bem melhor quando já se sabe o fim

Sabe qual o fim? Seria bom se soubesse? Como pode saber?
Acho que é bem melhor imaginar como pode ser e fazer com que seja como imaginamos, não o fim... O fim pode ser novamente o começo de tudo, basta começar.
Abrir os olhos para o dia, sentir os cinco sentidos invadindo o sexto. A respiração em curtas pausas em busca de fôlego para a próxima palpitação. Folhas caídas ao chão, do fim de uma estação, abraçadas aos grãos secos fecundos em terra para semente, para nascer e amanhã, quem sabe cair novamente.
A vida é bem melhor quando já se sabe o fim, de planos e sonhos em anos, por sermos só nós grãos. Anos, meses, dias, agora. Como quiser, é plantar e colher. É ser feliz.

terça-feira, agosto 21, 2007

Ausência

Às vezes venho ao blog e tento uma, duas, três vezes e nada. Então apago, salvo rasuras, e as idéias vão acumulando. Formam-se pilhas e pilhas delas, aí esquentam e evaporam, e eu não volto. A ausência das palavras incomoda, mas a questão é o acúmulo delas. São tantos temas pedindo textos, tantas conversas pra serem contadas, idéias, lembranças, coisas minhas e das personagens criadas... E tudo fica no baú, esperando algo que eu não sei o que é ou alguém que eu não sei quem é. Tento agarrá-las e prendê-las em mim, inútil. Elas escorregam, fogem às gargalhadas.
E hoje agarrei essa idéia, fiz com ela me contasse o que agora conto a vocês.