Cada um é pedaço d'um que foi d'outro. É ser e estar no momento agora. E o Agora... É um encontrar-se de novo.
sexta-feira, agosto 22, 2008
Mais coisas que tenho feito.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Coisas que tenho feito.
Desacontecimentos
sexta-feira, agosto 15, 2008
Amor
quarta-feira, agosto 06, 2008
Lembrança...

Para ela... nada além dos aplausos suntuosos da platéia ausente. Quando vagarosamente as cortinas se fecham, tudo tem de recomeçar... Fim do espetáculo! Fim do sonho! Até porque...
terça-feira, agosto 05, 2008
Non, rien de rien

Não. Foi a última coisa que ela disse, e nada mais precisaria dizer para me fazer acreditar se um dia iria... Ninguém compreende, tão pouco ela, o porquê da repentina mudança de opinião. O porquê de querer, poder e não ter. Mas é entender de verbo passado, isso era ontem, "não" foi a última coisa que disse.Se despediu e foi embora, não me disse se voltaria para ficar ou ao menos me fazer visitas, não me disse o que queria e nem para onde ia. Tentei entender o que ela queria, tentei fazer-lhe o gosto, tratei-a bem, confesso, tudo para arrancar-lhe o motivo. Não. Foi a última coisa que disse.Ainda ontem me lembrei dela. Quando vi os teus olhos no espelho entendi tudo, ela nunca mais voltaria. Senti o gosto azedo da realidade, refluxo de ausência indeterminada, ela, pedaço meu, ausência minha... Para que voltar se nunca foi... Não. Ela me disse, foi a última coisa que ela disse, ainda ontem me lembrei dela... Ainda agora isso é passado... Je me fout du passe...Não. EU disse.
sexta-feira, agosto 01, 2008
NaDa
Sem rimas.
Sem espanto.
Sem bagunça.
Sem amor.
Sem dor.
Sem alegria.
Sem doces.
Sem agonia.
Mas estou com agonia.
Agoniada.
Não quero rima.
Isso não é NaDa.
...
quarta-feira, julho 30, 2008
A Morte Joga Xadrez
- Xeque.
- Assim não dá, você me distrai com essas histórias.
- Se você se distrai por tão pouco, que posso fazer eu?
- Sem essa. Toma.
- Você comeu minha rainha?
- Ah é? Não me diga.
- Xeque!
- O quê??? Ta brincando.
- Brincadeira nada, é jogo sério.
- Sério é o que vai acontecer com você quando terminarmos.
- Isso é alguma ameaça?
- Você sabe, nem preciso responder. Se eu pudesse...
- Não sei se você se lembra, mas quem vai é você! Pronto, me passa o cavalo.
- O quê??? Ah, mais essa.
- Concentra aí cumpadi, assim que quer ir pro céu? E pode deixar que as ameaças ficam por minha conta.
- Você não me disse nada sobre isso.
- Sobre o quê? Olha, ameaças no bom sentido...
- Sobre ir para o céu.
- Ok. Ganhou céu, perdeu inferno.
- E se eu quiser ficar na Terra?
- Sem chance.
- Eu pago, compro minha vida. Quanto você quer?
- Seu tempo acabou camarada.
- Não, deve ter outro jeito.
- Xeque!
- Ahhhh, você se aproveita!! Ta me sacaneando. Quer me ver no inferno não é mesmo?
- Se você fosse um pouquinho mais esperto nem se preocuparia com isso.
- O que disse?
- Não importa, continue.
- Ok. Então me diga, como é o inferno?
- Você não vai querer saber.
- Oras, se te pergunto...
- Esqueça, de mim não arranca NADA.
- Ok. O que você quer então? Eu lhe pago.
- Olha, por mais que eu esteja precisando - afinal não paguei a conta do hotel nas duas últimas vezes que estive aqui - não posso aceitar.
- E porquê?
- Questão de honra.
- Ah, qualé. Desde quando Morte precisa de honra.
- Desde que você está vivo. Depois que eu te levar é outra história.
- E como pretende fazer isso?
- Esqueça.
- Mas você nem se qu...
- Percebeu que se preocupa muito com como? Quando é mais importante rapaz.
- Agora quer me ensinar a viver?
- Não pode.
- É claro que não posso, não posso mais é suportar essa idéia de...
- Não infeliz, não pode fazer essa jogada, seu Rei está ameaçado.
- Ah claro, como não estaria. Ok, você venceu. Quando?
- Agora.
- O quê?
- Xeque mate!
sexta-feira, julho 18, 2008
Quero querendo

Me afogar de amor, de paz, de gente boa
Beber o sossego dos dias quentes de inverno
Inventar histórias reais, me vestir de fantasia
Quero me pintar de noite e dia, sem ter hora e nem onde terminar
Transpirar de alegria, sorrir escandalosamente, gritar, pular...
Mentir pra mentira a verdade (in)conseqüente
Beijar o beijo verdadeiro, quente que arrepia
Quero me emocionar com a novela da esquina
Bater palmas pro artista na rua
Criticar a censura, a desigualdade e a "não crítica"
Tomar banho quente, ouvir a cidade, me deitar na grama
Quero tanta coisa que não me caberia
Inundar-me a vontade de dias assim, anseio
Por parte de tanto, pedaços de cada parte
Grãos pequeninos de feliz ilusão
Quero nada que não me queira
Ou que me queira sem eu querer
Quero o verbo, o verso, o dia
O amigo, o vinho, o calafrio
Quero todo dia, poder querer desse jeito
Jeito manhoso, quietinho e fogoso
Quero sabendo que hoje, ah...
Hoje é só hoje, e eu quero.