quinta-feira, dezembro 11, 2008

Diante de mim

Cresceu.
Agora, a observando aqui de dentro, vejo o quanto a demora foi válida...
Era a mais vazia, as outras em seu redor, zombavam de sua (in)delicadeza... Não possuía flores, nem mesmo folhas... Seca, sólida. Foi a última entre todas. Mas que bonito o resultado.
Ainda ontem uma menina, aprendendo, errando e reaprendendo com os erros, hoje, ainda menina, aprendendo a não deixar de errar.
No chão, folhas secas que dela foram um dia. Nos braços, espírito renovado, abraça o sopro do amanhã contente com o sabor de hoje.
Isso tudo aqui, diante de mim.

Hoje, só mais um dia. Que seja aproveitado como todos foram até hoje.

terça-feira, dezembro 09, 2008

E eu canto.

Liberdade, Liberdade
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Que seja...


A vida nos encaminha para estradas diferentes, escolhas são feitas, todas por nós.
Sou tão livre quanto um pássaro entre as nuvens, e tão preso ao preço que essa liberdade me cobra.
Hoje com as asas abertas e o espírito triste, aconteço, porém, preso ao medo. À procura de rumo, como quem não procura resposta pra nada.
Bicho do mato, bobo, inconseqüente, mas voando. O preço que me cobram é a minha companhia.
Não sou de ninguém, nem assim desejo ser.
Desejo a paz e um abraço sincero.
Não quero amargar com a idéia de pensar em idéias.
Não quero pensar demais, nem deixar de pensar.
Não quero dizer que amo, amei, sou feliz ou estou triste se realmente não estiver.
Não quero não dizer.
A vida nos faz perguntas esquisitas, dá patadas e um beijo é sua resposta.
Não sou vento, nem liberdade, muito menos pássaro preso na gaiola.
A única gaiola que trago comigo, é a que eu mesmo criei...
É fonte do problema e a solução.
Não sufoco por falta de ar, e sim por excesso de ventania.
Mas deixe que seja, e que seja bonito quando chover.
Que seja...

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Patch Adams – O amor é contagioso.

“Não te amo, como se fosse rosas de sal, topázio ou flechas
De cravos que atiram chamas,
Te amo como se amam certas coisas escuras secretamente,
Entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, ocultas, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O delicado aroma que ascendeu da terra.

Eu te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo simplesmente, sem complicações, nem orgulho.
Assim te amo porque não conheço outra maneira.

Senão assim deste modo em que não sou nem és
Tão perto que tua mão em meu peito é a minha.
Tão perto que se fecham teus olhos com meus sonhos.”

...

Eu te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Um amor que inquieta, machuca.
Mas se não dói, não é amor.
Se não é amor. Deixe que seja o que for.
Eu te amo e não sei o que faço.
Te ouvir falar que te magoei...
Sem querer ouvir o que é verdade.
Eu tentei trazer à margem meus sentimentos,
Tentei falar-te, juro.
E só te magoei.
Eu te amei sem saber como, nem quando, nem onde.
Tanto, que reconheço isso em mim., como parte minha.
E que seja bonito quando chover.
E que seja.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Teorema

Queria ter um.
Não.
Queria ter mil teoremas.
Não.
Na verdade não queria ter nenhum.
No fundo esse é um teorema.
No fundo a vida é um teorema.
No fundo não existe fundo pra nada.
Queria ser um.
Não.
Ser mil.
Estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Não.
Na verdade estou feliz em estar aqui.
Não.
Sinceridade acima de tudo!
Franqueza ou fraqueza?
Deveria ser teorema da dúvida.
Da dívida.
Da bronca.
Mas é teorema do teorema.

Eu gosto. "Amor e Sexo"

Amor é um livro - Sexo é esporte
Sexo é escolha - Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela - Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa - Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão - Sexo é pagão
Amor é latifúndio - Sexo é invasão
Amor é divino - Sexo é animal
Amor é bossa nova - Sexo é carnaval
Amor é para sempre - Sexo também
Sexo é do bom - Amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um - Sexo é dois
Sexo antes - Amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora

(Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor)

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Tristeza não tem veis.

Tristeza não! Pra lá de mim... Vai vai vai vai... Corre abestada! Nem vem que num tem, aqui dúvida não vinga, dúvida não branda, tristeza nem vem... Vai vai vai vai...
Aaarrrriiii peste! Foge de mim, num vem pra cima que eu mato! Corto em dois, divido em vinte, e deixo o resto pra boizebu come... Aaarrriiii que pica mula daqui... Tristeza num entra, pra tu num tem espaço... Aqui só cabe o que eu quero que caiba! Pica mula daqui abestada!!! Some jumenta que meus dias vão e vem... Tem muita coisa pra acontecê, muitas águas vão rolar, e se for no meu rosto, que seja lágrima de alegria... Sabe porque infeliz?! Infelicidade dá nos zóio de quem deixá entrar... Sou corpo fechado, posso ser carrancudo, mal-humorado, mas triste não! Não digo NUNCA porque é pecado, quem cospe pra cima fica lambrecado da própria saliva, mas tristeza nem pensar... E porquê me irrita?! Some muleca doida, já disse que cá num tem canto pra tu! Escafeda-se da minha vista tristeza injusta, na minha terra, no meu rosto, só tem sorriso, não lhe quero comigo infeliz... Não lhe quero amiga, muito menos inimiga... Tristeza de novo nunca... Eu tô filiz... Não volte pra me fazer chorar... Nesse zóio num tem mais água, tu já enxugou meu medo, agora some... Vai vai vai vai.. Desaparece daqui... Me deixa sozinho infeliz... Tristeza de novo não, pode vir solidão... Mas você de novo não... Aariiiii... Some égua...! Pra longe de minhas vista... Pra longe porque não enxergo... Ô mentira mentirosa a minha! Ô desgraça, arrrriii que já to dizendo besteira... É tu tristeza... É tu me consolando... Some bichinha encrenquera... Desaparece de minha vista, de meus ouvido, desaparece...
...
Tristeza? Ô fia... Num vai não... Fala com eu... Fala um ai, um oi... Tristeza sim... Mas silêncio não...

Uma volta. E os quereres.

Teve um dia que ela não quis voltar pra casa. Assim, já. Ela quis passar a noite caminhando noite a dentro. Quis olhar os enfeites das árvores de Natal na Avenida Paulista. Quis reparar nos brasileiros e nos turistas apaixonados. É que a cidade estava tão iluminada que parecia um presépio de faz de conta. Mas não demorou muito para querer outra coisa. Depois quis que amanhecesse logo pra descobrir os desenhos que se descobriam das nuvens. O tempo não passava. Cada passo um pensamento. Novas idéias. Novas estruturas. Novos sonhos, e com eles novos medos. O farol abriu e ela quis voltar pra casa. A mãe ligou, estava preocupada. Que bom. Ela voltou.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Pra-to-do-dia-"ser-assim"

Quando a gente quer, acontece!
Amigos são assim, são pra ser, ser pra sempre.
Sabe quando você sente que é e pronto, que não pode ser mais porque é tão bom como é agora?
Amigos são assim, são pra ser, ser agora.
Pensamento positivo, coisa bôa! Dito e feito e tenho dito!
Quanta coisa bôa nesse ano repentino...
Quanta coisa vôa sem a gente se dar conta...
Mas a vida é assim mesmo, é ser assim, é "ser ou não ser" e ponto. De interrogação, porque de certo que a dúvida é existente, assim como é certo o mundo de gente bôa ao meu redor.
Amigos serão sempre amáveis... E eu tenho tantos...
Amigos, amores, namores, carinho que não se acaba.
E que bom...
Amigos são assim, são pra ser, e não acabar. Brincar sem parar, sem ter medo de caretice.
É como diz Oscar Wilde: "A vida é muito importante para ser levada a sério". Bem assim, prato do dia!

E é por isso e tantas outras que dizemos... TURMA OSCAR WILDE, QUESITO HARMONIA NOTA DEZ!!!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Tudo junto.

Barulho. Ouço nesse instante todos as vozes possíveis saindo de dentro, aqui de dentro. Tensão. Tranqüilidade. Paixão. Impaciência. Respeito. Ansiedade. Ouço desde há muito tempo, mas agora é o momento da explosão. Medo. Vontade. Êxtase. Curiosidade. Grito. Tanto tempo em pouco tempo, e agora faltam minutos, horas, incontáveis séculos até. Agilidade. Inspiração. Fome. Dor de barriga. Expiração. Fogo. Arrepio. Tapa. Sede. Dor. É tudo junto, coisa difícil, complicação pra explicar, mas quando acontece. Acontece. Verdade. Fragilidade. Respiração. Pulsação. Sangue. É forte, muito, maior do que meu. Eu. Amarelo. Água. Contagem. Firmeza. Tudo se encaixa, quando não tem encaixe, quando no perceber, tudo junto é. Silêncio.