
Do escritório para os estudos, dos estudos para casa, da casa para o escritório. Se isso mudar, só muda a ordem. Quando não, tira-se os estudos e bota-se um lazer com a família (Televisão).
Horas na frente de um computador, um horário a ser cumprido no trabalho, reclamações, solicitações, discussões e tudo é tão... normal. A normalidade me entristece, mas é fundamental para minha loucura.
É tanto que o homem tem para acrescentar ao homem. Não fazê-lo seria egoísmo, e não quero amargurar com uma idéia não realizada. As idéias tomam conta dos sonhos e elaboram os projetos de vida, o tempo passa, as dificuldades aumentam e as idéias secam por não serem regadas. As pessoas desacreditam delas mesmas e arranjam tantas desculpas para justificar qualquer coisa que as ponham em risco. Viver já é um risco, não permitir-se às conquistas é aceitar a derrota, é dizer não aos sonhos, aos desejos.
O que me ocorre é que o mundo pode acabar, e o que terei feito até lá?
Não tudo o que queria, mas nunca tudo o que pude. Fui além, quebrei barreiras, instituí valores, amei a vida, tive amigos, dois cachorros e vários gatos, eduquei um rato, joguei baralho, fiz arroz, dancei, atuei, fiz amor, amei, amo... Nós sempre podemos mais do que imaginamos que podemos. Poder está além do que se pensa. Muito deixamos de fazer com o medo de não conseguir, mas se não tentarmos...

