segunda-feira, maio 21, 2007

Para ela...

Quantas vezes corri até seu quarto atrás de uma blusa, uma bolsa, um abrigo.
Quantas outras gritei da janela querendo opinião, sugestão, tua palavra.
E as confidências, mimos e histórias que de passagem em passagem tiraram um sorriso ou um lamento nosso. Ainda tiram - dão. São anos de convivência, sei tanto sobre você quanto mim mesma. E assim, a cada dia uma descoberta.
Cresci acompanhando seus sonhos e até raptando alguns que carrego até hoje. Sempre prestando atenção no seu modo de falar, se vestir, as músicas que ouve, os livros que lê, até o gosto pelo francês eu peguei. Percebi que sempre tento me parecer com você, com vocês. Afinal, sou criança e preciso me espelhar em alguém não é?! E quantos bons exemplos eu tenho, que sorte a minha!!!
Ao teu lado, aprendi que não devemos desistir sem tentar, que devemos ser fortes e persistentes porque não é fácil, que a vida é um aquário pequenino com um peixinho colorido que devemos alimentar e que tenho sorte por ter você. É pra você que olho quando a escuridão me amedronta. Não deixe que essa luz se apague, eu não vou deixar!
Te amo Janzinha, você é muito especial pra mim!!!!!

PS: Atenção tias e tios no geral... Amo todos vocês e todos terão um espaço exclusivo no meu blog!!!! hehehehe

quinta-feira, maio 03, 2007

Falta cor...

Então, resolvi colorir um pouquinho com essa bela florzinha! Lembro de quando eu era pequena, adorava amarelo (ainda gosto). O amarelo tinha um papel muito importante na minha vida, desde das roupas que eu vestia, dos brinquedos... Até minha alimentação. No prato: arroz com sazon (pra dar um tom amarelinho), batata frita e ovo (detalhe importantíssimo: eu gostava da gema). Minha mãe até hoje me chama de amarelão, todos sempre me acharam um pouco anêmica apesar de eu nunca ter estado nessa circunstância. Eu tenho guardado um vestido que ganhei da minha tia Eva, quando estava nos meus 8 aninhos. Ele é alaranjado, mas eu prefiro dizer que é amarelo borrado. Mas são tantas coincidências... Meu signo, sagitário, é do elemento fogo. Meu nome, lembra a própria cor. Meu doce preferido só pode ser quindim. E a música The Beatles "Yellow Submarine"... Por que será que eu adoro queijo, milho, canja de galinha?
As cores podem ser, e são, grandes influências na nossa vida. E elas tem significados tão bonitos... Continuemos todos a "amar em elo".

domingo, abril 29, 2007

CarEta!

Ei menina! Chegue mais perto, até parece que tem medo. Não mordo, não machuco, apenas algumas cócegas, isso te anima. Abra os olhos minha linda, olhe bem adiante, o horizonte está aqui para ser vislumbrado, nós estamos aqui para... Para saber por que estamos. Corre, deixa teus cabelos soltos, prefiro eles assim, livres como você. Quando chegar, tente não me olhar daquele jeito, mas não tente muito. Continue não me dando bola e fingindo que não sentiu saudades, e por favor...
Fico um pouco perdido quando me pego pensando em você, então acho que pode imaginar, eu não acho nada. Talvez você saiba de todas essas coisas, como por exemplo, das vezes que fico te olhando enquanto você não olha, ou das palavras com os dedos que pra você podem não ter significado algum. Não me importo, acho que não poderia ser diferente. Mas os dias estão mais difíceis sem você, mais longos e até as pessoas parecem desenho de revista em quadrinho preto e branco. E aqui estamos nós, ou melhor, aqui estou eu. Queria não estar aqui. Será? Por que não?
Acho que te perdi, é estranho, eu nunca tive algo teu. Em uma coisa concordamos, penso eu, aquelas noites de olhares, risos e toques foram mágicas! Pena que elas nem existiram.
Vou te esperar, beijos.

sábado, abril 21, 2007

Pensamentos...

Assisto-me do alto da minha cama, dormindo sob a noite luanina. Queria não acreditar que existia, mas é difícil quando se deseja o que não é desejado. Como quando me levanto e repito pra mim mesma "mais um dia, mais um último..."
A cada dia de mais um dia, me sinto diferente, mas creio que não seja por efeito do amadurecimento que tantas vezes foi-me pedido. Minha infância não se foi, acho que a de ninguém vai. Mas não é como muitos dizem, que as lembranças são eternas. O tempo passa e com ele as lembranças envelhecem, até as da idade nova, principalmente essas. A cada dia sinto-me mais feliz em relembrar algo bom, e também triste, por fazer mais esforço e às vezes esquecer, pois todo detalhe é importante e faz diferença. Acho que por isso a sede de escrever; as letras, quando dispostas a se disporem, imortalizam os momentos vivenciados e desejados, bem como uma pintura, ou uma melodia - clássicos. O importante é não se afastar.
O Homem passa sua existência se questionando sobre ela, e depois de um certo tempo percebe que não importa o quanto ele pense sobre o assunto, ele vai continuar existindo. Alguns param bem aqui, contentando-se em acreditar, outros... Nascem.
Minhas idéias mudam o tempo todo, bem como o ponteiro do relógio no meu quarto. Talvez por ainda não ter me encontrado, talvez por nem estar me procurando. Acho que entendi porque tenho medo de coisas novas; elas envelhecem e vão embora, é a ordem das coisas naturais, mas de tudo não é a partida que machuca, e sim a chegada - o começo.
O grande segredo de tudo, é não ter segredos, mesmo que seja segredo não o tê-lo.

segunda-feira, abril 09, 2007

Agora inteira, ops... Quase.

hehehehe
Em que situação estive nesse feriado prolongado de páscoa! Hummmm... Muitos chocolates, muitas adulações, muito carinho das titias e do namorado e muita, mas MUITA dor na bunda! Pois é, acreditem ou não, mas eu fraturei o coxis. Bom, não foi exatamente o coxis, foi uma lesão no osso de ligação... Enfim, fiquei de bunda quebrada, não podia nem sentar. Ficava passeando pela casa e quando me cansava o jeito era deitar de bunda pra cima. Foi fod...
Hoje, não completamente curada, rio de toda essa situação, mas não desejo isso pra ninguém, hehehe
Imaginem só, eu na fila pra tirar raio-x, todos conversando e contando como tinham caído e quebrado pernas, braços, batido cabeça e eu ali, bem quietinha, até tentei me esconder mas não deu, um infeliz me perguntou e eu respondi, vocês conseguem adivinhar a reação? Riu, o desgraçado riu!!! Aquele dia foi terrível, eu de TPM, na fila há quase 2 horas, um puta calor infernal e com a bunda doendo! Porra, que situação!!
Eu nunquinha quebrei qualquer parte do corpo, um dia vou dizer pros meus filhos: "Corram, pulem, rolem, façam exercícios, subam em árvores (se elas existirem ainda, pelo menos no meu quintal, hehe) mas nunca, jamais caiam de bunda, a dor é terrível e o mal humor estressante!"

quarta-feira, abril 04, 2007

Que dia!!!!

Ual, esse dia daria um livro! Esse mês! Esse momento!!! Esse... Enfim.
Depois de tanto estresse resolvi sentar na cadeira (não que eu não estivesse sentada, hehe) e relaxar ao som de uma boa música (o barulho da impressora trabalhando) com uma leve brisa (dois ventiladores barulhentos) e uma paisagem estonteante (tinha tantas caixas e arquivos que fiquei confusa)! Quem sabe amanhã eu conto, hoje já me basta hoje. Estou cansada e preciso desabafar, e ninguém melhor pra ouvir do que "meu canto"!
Bye people...

segunda-feira, abril 02, 2007

Papai do céu...



Obrigado pelos meus brinquedos
Pelos meus sapatos
Pelo pão de cada dia
Por mais um dia de vida
Pela mamãe
Pelo papai
Minha irmã às vezes é chata, mas eu gosto dela também
Também adoro meus cachorros
E a pank, minha hamister
Ah, não posso esquecer dos peixinhos, eu ainda não dei nome à eles, eles são tão coloridos...
Obrigado pelo novo emprego do papai, ele sai cedo e chega tarde, e eu to sempre dormindo, mas eu sempre acordo quando ele me beija antes de sair.
A mamãe teve febre, mas não se preocupe, eu cuidei dela como o papai pediu, ela já está melhor.
Me desculpe pela briga da semana passada, fui egoísta em não deixar o Miguel brincar com meu carrinho.
Me desculpe também pela briga com a minha irmã, mas é que às vezes ela me tira do sério.
Bom, tem uma lista bem grande de desculpas aqui comigo, então me desculpe por tudo e... Pela minha preguiça em detalhar.
Annn, eu não entendo uma coisa... Sempre quando eu saio de casa, observo as outras pessoas, e não entendo porque algumas delas, muitas com crianças, ficam no chão, pedindo dinheiro pras outras, também não entendo porque as outras não ajudam aquelas pessoas. Papai disse que dar dinheiro é errado, porque a gente incentiva as pessoas a continuar pedindo. E que tem muita gente mentirosa que ganha dinheiro nas costas dos outros. Mas ele também disse que tem pessoas que passam fome e frio, e não tem casa. Aí eu fiquei mais confuso ainda, porque se ninguém ajuda, então como aquelas pessoas vão comer, e seus sapatos? Mamãe brigou com ele, e disse que era importante ajudar as pessoas que sentimos que precisam de ajuda. Para mim, todas aquelas pessoas precisavam de ajuda, mas eu não sei como fazer isso, é gente demais pro meu tamanho. Então, hoje o meu pedido é pra todas essas pessoas. Eu não preciso de tantos brinquedos, nem doces. Vou cuidar dos meus sapatos pra que eles durem e mamãe não tenha que comprar pares novos. Também não vou deixar comida no prato, e nem desperdiçar água. E por favor, que essas pessoas, possam ter sapatos!

Obrigada por me ouvir.
Amém,

Ariel.

sábado, março 24, 2007

Citando personagem

Sentada no banco da praça observava tudo o que por ali passava... Cachorros levando seus donos pra passear, um menino ensinando o pai a andar de bicicleta, a mulher de gravata atravessando a rua depois de um dia árduo de trabalho, dois gatos unidos pelo calor do sexo embaixo da árvore, o jardineiro arrancando as rosas e cavando buracos profundos no solo... E do nada, um passarinho morto, que caíra do ninho. De todos observados, foi o que encontrei mais sentido, se assim posso dizer. Acabou. Talvez para ele, talvez para mim. Então percebi... E eu? O que estava fazendo?
Diante de tanta futilidade, senti vontade de desaparecer, entrar num daqueles buracos que o jardineiro cavou. Não queria ficar mais ali, na contemplação estática dos outros, na comparação insignificante de mim mesma. Era apenas a menina do banco da praça. Sem ação. Sem certezas. Sem alguém.
Estava tão atordoada e perdida em meus pensamentos que só me dei conta que alguém dirigia-me a palavra quando fui lançada no vão da lembrança. Era o menino da bicicleta, devia estar nos seus quase 10 anos. Quase chorei quando ele me perguntou se eu tinha visto seu pai. Lembrou-me o filho que eu não tive. Respondi com toda a sinceridade da minha pobre alma, não sabia onde ele estava. O menino então, fixou seus grandes olhos negros em mim, como quem não acredita. Uma criança olhando-me daquela maneira doce e ao mesmo tempo incrédula... Não me contive, as lágrimas desceram retas pelo meu rosto, o que eu era? Agora uma mentirosa sentada no banco da praça. O menino me abraçou e eu caí quando ele me acariciando chamou-me de mãe.

quinta-feira, março 15, 2007

Hoje estou com uma vontade diferente...


Quero visitar exposições
Dançar até me cansar
Levar meus cachorros pra passear
Gritar com a minha irmã
Levar minha sobrinha ao parque
Olhar pro céu procurando passarinhos
Deitar na grama e tirar um cochilo
Beber cerveja, vinho, suco de maracujá
Me empanturrar de chocolate e salgadinho
Andar de bicicleta, patins e quem sabe cair pra gargalhar
Jogar bola com "meu mundo"
Tirar a roupa e nadar
Brincar de ser criança
Desejar minha infância
Visitar o Miguel (peixinho da Jan)
Falar besteira
Fazer cócegas
Girar sem parar
Me machucar pra dizer que passa
Sentar na Lua
Assistir Amelie
E imaginar o que há de diferente em tudo isso...

terça-feira, março 13, 2007

Valor

Aos minutos, às pessoas, aos queridos, aos imundos
Aos horários, às lembranças, aos meninos, à esperança
Aos cretinos, aos poetas, aos irmãos, aos fiéis
Aos círculos, às cores, aos dias, aos papéis
Ao inédito, ao velho, ao antes ou depois
Ao escândalo, o pavor, aos deuses, ao morador
Ao patético, ao sensato, à promessa, ao amor
Ao povo, o que aprove, ou que vinga com louvor
Às crianças, aos sorrisos, às desgraças, ao indeciso
Às ruas, ó ruínas, arruinadas pela vida
Às crises, inseticidas, aos remédios, aos meus vícios
Às formigas, às flores, aos medos, meus senhores
À eles muito, pouco, tanto quanto o outro em mim.