quinta-feira, novembro 27, 2008

Pra-to-do-dia-"ser-assim"

Quando a gente quer, acontece!
Amigos são assim, são pra ser, ser pra sempre.
Sabe quando você sente que é e pronto, que não pode ser mais porque é tão bom como é agora?
Amigos são assim, são pra ser, ser agora.
Pensamento positivo, coisa bôa! Dito e feito e tenho dito!
Quanta coisa bôa nesse ano repentino...
Quanta coisa vôa sem a gente se dar conta...
Mas a vida é assim mesmo, é ser assim, é "ser ou não ser" e ponto. De interrogação, porque de certo que a dúvida é existente, assim como é certo o mundo de gente bôa ao meu redor.
Amigos serão sempre amáveis... E eu tenho tantos...
Amigos, amores, namores, carinho que não se acaba.
E que bom...
Amigos são assim, são pra ser, e não acabar. Brincar sem parar, sem ter medo de caretice.
É como diz Oscar Wilde: "A vida é muito importante para ser levada a sério". Bem assim, prato do dia!

E é por isso e tantas outras que dizemos... TURMA OSCAR WILDE, QUESITO HARMONIA NOTA DEZ!!!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Tudo junto.

Barulho. Ouço nesse instante todos as vozes possíveis saindo de dentro, aqui de dentro. Tensão. Tranqüilidade. Paixão. Impaciência. Respeito. Ansiedade. Ouço desde há muito tempo, mas agora é o momento da explosão. Medo. Vontade. Êxtase. Curiosidade. Grito. Tanto tempo em pouco tempo, e agora faltam minutos, horas, incontáveis séculos até. Agilidade. Inspiração. Fome. Dor de barriga. Expiração. Fogo. Arrepio. Tapa. Sede. Dor. É tudo junto, coisa difícil, complicação pra explicar, mas quando acontece. Acontece. Verdade. Fragilidade. Respiração. Pulsação. Sangue. É forte, muito, maior do que meu. Eu. Amarelo. Água. Contagem. Firmeza. Tudo se encaixa, quando não tem encaixe, quando no perceber, tudo junto é. Silêncio.

terça-feira, outubro 21, 2008

Sabe o que falta?

Um pouco de cor, muito amor, muitos risos perante o problema. Falta angústia de querer dizer eu te amo e não saber como. O querer, essa vontade forte, que acelera o coração como a ansiedade por um copo d'água depois de dias no deserto. Falta o friozinho na barriga no momento do beijo. Falta ter medo, medo de perder tudo o que há de tão doce e bonito em ter medo. Ah, mas quanto não aprendemos com tudo? Cada queda uma cicatriz, cada cicatriz uma história, cada história uma história, um aprendizado. Falta ânsia por algo novo, por conquistas, novos horizontes. Falta juventude para acreditar e maturidade para compreender. A paz e juízo na Lei. Faltam horas nos dias, para ser possível realizar-se em um minuto. Ar puro para respirar, silêncio para ouvir, mais tempo para reclamar. Não. O que falta é coragem para admitir o quanto não nos falta. Basta um olhar e não vai demorar a descobrir o que há de bonito em tudo isso. Que para dar um sorriso não é preciso muito. Que para acreditar não é preciso provas e sim confiança, sobretudo, em si mesmo. Tudo o que conquistamos não foi e não é "nada", pelo contrário, vale muito. Nossos esforços estão lá, nosso tempo, carinho e dedicação. Quer sorrir, sorria, quer chorar, chore. Mas faça de cada momento, não mais um, mas sim aquele, que sempre que você recordar, lágrimas de satisfação lhe virão aos olhos. Aproveite para descobrir tudo o que pode, faça o que estiver ao seu alcance e tente o que não estiver sem medo de errar. A dor de errar é mil vezes menor do que a de pensar que você poderia ter acertado caso tentasse. Então se tem algo que queira fazer... Basta se permitir...
Arrisque-se, nunca saberemos se não tentarmos.


Arrisque-se, nunca saberemos se não tentarmos.

domingo, outubro 19, 2008

Qual era mesmo a pergunta?

Porque a vida é agora, o ontem e o amanhã não importa, não podemos voltar para refazer coisas já terminadas nem ao menos saber como evitar o que está por vir. Mas sabemos que a conseqüência existe, que temos o direito de escolha para apostar no que achamos oportuno e também o tempo para decidirmos mudá-la. Certo ou errado? Será correto falar assim? Nunca ou para sempre? Mentiras? Céu ou inferno? Hipocresia. Escolhas? Há muito tempo essa palavra só existe como puro simbolismo. Quem tem escolhas? Você pode escolher não trabalhar? Você pode escolher viajar? Você pode escolher o que quer fazer para o resto da vida sem se preocupar se terá dinheiro o suficiente para alimentar sua família? Você pode escolher ser ateu sem que alguém te julgue, ou acreditar em Deus? Você pode escolher se vestir como quiser ou ser homosexual sem levantar preconceito? Você pode escolher viver com paz? Claro que pode. Não é questão de escolha? É fácil dizer para um amigo ou parente de alguém que se droga ou que faça qualquer coisa considerado de "má conduta": "Ele quis isso, ele escolheu esse caminho", mas eu pergunto "Quais oportunidades ele teve? Alguém lhe deu chance? Ele teve outro caminho a escolher? Como era a vida dessa pessoa? Que motivos ele teve para fazer isso?"
Faz um certo tempo, dois velhos moradores de rua, quase se mataram em frente o meu trabalho por que não queriam dividir o cigarro. Um homem bateu em uma grávida porque ela não sabia quem era o pai. Alguém morreu em uma lanchonete e as pessoa no ônibus riam "menos um". Isso não acontece só com moradores de rua ou pessoas pobres, acontece o tempo todo, em todo lugar e com qualquer um e nada disso é novidade para ninguém.
Escolha virou sinônimo de imposição, inimiga da conseqüência e de mãos dadas com o medo. Coisas são impostas a nós o tempo todo, querendo ou não, somos obrigados a fazer parte disso que chamam de sociedade. Muitas vezes nos rebelamos em uma coisa ou outra, mas nada além do que, por exemplo, um mero texto dissertativo de uma menina de 20 anos, com raiva e chateada com o caos acontecendo ao seu redor, um texto que não sairá das páginas de um blog, não com besteiras, mas com as SUAS besteiras pessoais que compartilha com quem queira ler. Mas o que mais? O que podemos fazer? Porque isso não basta!
Dizer que a vida é bela e vamos vivê-la não basta! Existem pessoas morrendo, pessoas que poderiam ser minha família, meus amigos, eu mesma, você.
Acredito que as coisas possam melhorar, e isso não é romantismo, é realidade.
É questão de oportunidade, não de escolha.

terça-feira, outubro 14, 2008

Caminhando

Tudo o que eu quero
É nada o que espero
Sei quanto peço
Não sei quanto impeço

Tudo o que consigo
É briga comigo
Pois tudo o que quero
É nada o que espero

Tudo confuso
Não sei se eu mudo
Se vou ou se fico
Não sei o que escuto

Tudo aprontado
Caminho em frente
E o que espero
Um caminho descalço

Nu de hipocrisia
De mentiras e falhas
Nu de desgraças
De morte e lágrimas

Esse mundo não é meu
Nem tão pouco o paraíso
Talvez fosse inferno
A falta de um abismo

Mais provável um Hades
Com corpos flutuantes
E moedas em seus olhos
Mais provável o improvável

Mas caminho nesse instante
O improvável é existente
Nas idéias de quem nomeia
As possibilidades são infinitas...
No caminho que caminho

segunda-feira, outubro 06, 2008

O Rei da brincadeira (ê José) O Rei da confusão (ê João)



José tem quase setenta anos, mora numa terra onde deixou-se perder e não se encontrar. João não tem moradia, não é de ninguém, nem sabe quem é.
José quer voltar para casa, neste momento está sentando em um banco, na estação de trem, cujo único som que ressoa, é sua respiração ofegante. Segura em suas mãos frágeis, com toda a força para não escapar-lhe, a carta de sua filha. João não sabe ler.
A carta que José tem nas mãos, foi postada há cinco anos, sua filha está viva, ainda que há cinco anos, ela ainda pode estar viva. A mulher de José o aguarda em outra estação. João não tem família.
José conseguiu o visto para fazer sua viagem, sua terra esteve em guerra. Após ser separado de sua família há dez anos, não tivera mais notícias. Agora, velho e cansado, tem apenas uma alternativa. João não tem escolhas.
A filha de José está do outro lado do seu destino, ele agora sabe que tem um neto. João não tinha nome.
José tem quase setenta anos, mora numa terra onde deixou-se perder e não mais poderia se encontrar. José conseguiu apenas um visto, pode ir para um destino. Está velho, cansado. Sua mulher o espera em uma estação, sua filha está viva, em outra estação. João não pode esperar.

José chorou. João sorriu.
José partiu. João brigou.
Escolheu João. João morreu.
José não encontrou. João não tinha família.
José chorou. João não mais existia...

segunda-feira, setembro 29, 2008

Tudo a seu tempo.

Ela permanece nua. Intacta, imóvel, encolhida.
Nem as flores, tão pouco folhas, nada... Custam a brotar.
Parece a mais sem-vergonha, mas está tão tímida.
Em suas mãos, nas pontas de seus mudos dedos, brotam a incerteza e a impaciência.
Acalme-se, tudo a seu tempo, perceba a diferença, aprenda com ela e não julgue, portanto, os iguais, pois cada um, em sua proporção é diferentemente igual ao outro. Fazem parte do mesmo ciclo, vestem-se com a mesma lógica, comunicam-se pelo mesmo idioma, mas possuem diferentes princípios. As possibilidade são inúmeras, e o ciclo apenas um: nascer, crescer, morrer.


És a última entre as primeiras, mas o mais doce fruto, és filho teu.


Roda viva - Roda sim

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Chico Buarque de Holanda

quarta-feira, setembro 03, 2008

Ma musique blue

Naquela rua mora uma menina
A menina dos grandes olhos
Morenos de diamente
Àquela rua ela vai todo dia
Brincar no asfalto
Descalça com origami
Eu pensei em dizer-lhe um verso
Uma poesia de alguma canção
Eu queria pegá-la no colo
Dar-lhe carinho e toda atenção
Naquela rua, naquele dia
Eu vi inundar um coração
Lágrima com corante cantante
de ma musique blue
de ma musique blue

sexta-feira, agosto 22, 2008

Coisas que faço.

Gente gente, de repente me bateu uma vontade de registrar tudo aqui no meu espaço. Registrar tudo como quando a gente tira uma foto bonita de um momento bonito que sempre será lembrado. Sim, essa é uma das coisas que sempre faço, registrar momentos. Como ainda não investi em uma câmera fotográfica invisto nas letras, que também é uma maneira bem gostosa de se fazer lembrar.
Outra coisa que faço é meter o olho no livro dos outros, acho que muita gente tem essa mania né, de querer ver o que as pessoas estão lendo.
Hum, mas o que gosto mesmo é de observar as pessoas e seus comportamentos, sou uma observadórica (tradução: pessoa com sérios problemas de admissão por parte de admitir que é bisbilhoteira e utiliza esse termo para amenizar a aproximação ao mal uso do olhar). Mas eu admito, adoro dar uma boa bisbilhotada. E eu vejo tantas coisas interessantes. Como esses dias no ônibus, tinha uma mulher sentada olhando as nuvens enquanto o ônibus chacoalhava, e ela estava sorrindo, assim, aquele sorriso bobo de quem está apaixonado.
Ah, tem um morador de rua perto do meu trabalho, sempre que o vejo ele está rodeado de madeira e pregos, construindo um violão. Passaram-se meses e eu sempre o via martelando, projetando, todo concentrado, e enfim o violão já estava pronto, faltavam só as cordas que ele ajeitava com alguns fios de arame. Mas nesses tempos que se passaram, eu o vi começando um novo violão. Fiquei intrigada, seria o mesmo ou outro? Bom, de todo modo, achei bonito todo aquele cuidado com o instrumento que tanto gosto.
Falando em moradores de rua, tenho boas histórias observatórias sobre eles. Tem uma imagem que nunca me esqueço, eu no ponto de ônibus e três pessoas a minha volta, um sujeito com jeito malandro de hip-hop curtindo um som, uma loura de vermelho passando seu batom com auxílio de um espelho de mão, uma senhora muito simpática cheia de compras e um morador de rua deitado na grama lendo jornal.
Eu poderia passar horas descrevendo coisas que aconteceram, mas não é bom me demorar, nesse escreve escreve já aconteceram mil e uma outras histórias. Vou ali observar.