segunda-feira, abril 19, 2010

Peça "Fragmentos Tchekhov" - até 09 de maio de 2010!

Caros leitores,

Sou integrante da Epifania Companhia de Teatro e gostaria de convidá-los para assistir ao espetáculo "Fragmentos Tchekhov" que está em cartaz no Teatro Augusta.

Fragmentos Tchekhov é uma montagem experimental que reúne as estéticas teatrais de Bertolt Brecht (teatro épico) e Jerzy Grotowski (teatro pobre), trabalhadas sobre as frustrações vivenciadas pelas personagens que constituem a família de “As Três Irmãs”. A encenação dialoga com notícias do cotidiano, partes da obra e correspondências de Tchekhov, além de depoimentos dos próprios atores. Ao mesmo tempo em que a montagem é desenvolvida, abri-se espaço para a discussão de um tema comum e universal - a desestruturação familiar.

Em “As Três Irmãs” Tchekhov desmascara o homem, mostrando suas diferentes faces e seu medo para tomar decisões. É implícita a fragilidade humana e, ao mesmo tempo, a força que ela tem para destruir.

São apresentados os pontos de vista das personagens que constituem a família em "As Três Irmãs". Olga, Macha e Irina, as irmãs, vivem na expectativa de que algo mude e temem não realizar seus sonhos; concentravam suas esperanças no irmão Andrei, que após o casamento com Natacha, perde toda a iniciativa e acomoda-se. Não concretiza o sonho de ser professor e torna-se um viciado em jogos.


O espetáculo também dialoga com Pina Bausch, bailarina e coreógrafa, criadora do teatro-dança, que influenciou vários coreógrafos no mundo todo, inclusive no Brasil.
 
As fortes cores dos figurinos, a máscara neutra e a sonoplastia utilizada no espetáculo contrastam com a obscuridade do cenário.

Tchekhov é o autor que presta atenção nos detalhes, no mínimo, na concisão. Ao invés de monumentalidade, o simples, o direto, o objetivo. Uma cena, alguns gestos, algumas frases. E, dessa forma, o desnudamento do mais íntimo do ser humano. Tchekhov acreditava que o teatro deveria falar de seu tempo;
Fragmentamos sua obra, trabalhamos  com importantes e diferentes estéticas teatrais sobre ela, incluímos depoimentos nossos e notícias do cotidiano. Estamos falando do nosso tempo.  

Conto com a sua presença!


ESPETÁCULO: Fragmentos Tchekhov
TEXTO/DIREÇÃO: adaptação e direção Samir Signeu, de trechos da obra de Anton Tchekhov, principalmente de “As Três Irmãs”.
ELENCO: Adriano Dlugosz, Amanda Pereira, Andressa Brasil, Luana Costa, Márcia Funabashi e Simone Carvalho.
Gênero: Drama.
Local: Teatro Augusta – Sala Experimental
Capacidade da Sala: 50 lugares
Duração do espetáculo: 60 minutos
Dias e Horários: Sábado às 21hs e Domingos às 19hs.
Preço do Ingresso: R$.20,00 e R$.10,00.
Classificação etária: recomendado para maiores de 14 anos.
TEMPORADA: de 10/04 a 09/05, sáb às 21h e dom às 19h.
REALIZAÇÃO: Epifania Cia. de Teatro
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Amanda Pereira e Luana Costa
DESIGNER GRÁFICO: Márcia Funabashi
FOTOGRAFIA: Birgit Schrader
APOIO TÉCNICO: Evandro Pires
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Luciene Balbino

segunda-feira, março 29, 2010

O não romântico

Perguntava sobre paixão, sobre amor
Dizia não ser romântico
Talvez, um não merecedor
Um sujeito mau
Intencionado
Um sujeito suspeito
Escolhendo as palavras
Os gestos, a fala
Escolhendo todo o tempo
As frases, que já prontas
Foram cuspidas delicadamente
Em voz grave
Com poucas pausas
À moça a seu lado.

Tímida, afetuosa
Roia as unhas
Enquanto o ouvia falar
Sobre a gravidade de amar
Sobre as entregas, as súplicas
A futilidade presente na convivência
Falava sem parar
E a cada frase, entre pausa e outra
Seus olhos se cruzavam
Deixando que o silêncio terminasse a frase
E a frase fosse enfim, encerrada em um beijo.

Ele emudeceu.
Ela sorriu e disse: "como é possível um não romântico, ser tão amável com as palavras a ponto de me fazer acreditar, ser o mais romântico que já conheci..."

segunda-feira, março 08, 2010

Mais que um

Um trabalho em conjunto não deve ser realizado somente por um, a concepção de grupo não deve ser entendida por um, as ferramentas não devem ser disponibilizadas somente por um, é sempre mais que um quando se trata de trabalho em equipe, é sempre pelo menos dois, que formam um conjunto.

É sempre mais que uma palavra para formar a frase.
É sempre mais que uma pessoa para formar um casal. 
É mais que um para vivenciar uma grande paixão.
É preciso mais que um quando se está doente.
É mais que um quando se quer um abraço. 
É mais que um para dividir a felicidade.

Porque felicidade se constrói em conjunto.

quinta-feira, março 04, 2010

Meus pés sairam do chão...

...flutuei por minutos, segundos, nem sei... Naquele lugar, onde agora existe apenas em minha lembrança, encontrei tanta gente, e nesse momento reflito sobre o que escrever se eu nem sei o que aconteceu. Sei que flutuei... Talvez por milésimos de segundos e por isso não lembre ao certo como foi, o que fiz, lembro só que flutuei...

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Tic-tac

Era tarde, mas não tão tarde
Na verdade era manhã, duas horas
Na verdade a hora parou
Não havia tempo
O ponteiro não trabalhava
Na verdade a pilha acabou
E a menina conseguiu dormir
Por tanto cansaço, esgotou
O tempo, voltou
Tic-tac
Tic-tac
Mas o sono dela
Fugiu
Levou consigo o travesseiro
O lençol e os bons sonhos daquela noite
Era cedo, mas não tão cedo
Na verdade era manhã, duas horas
Tic-tac
Tic-tac
A menina acordou.

Mais uma noite

Até onde um sonho pode ser real? Tão real a ponto de não se dar conta se está dormindo ou acordado. E tão incomum. 
Ouvi dizer que vemos aquilo que queremos, ou estamos preparados para ver.
Tocamos em algo concreto por acreditarmos ser concreto. Isso não é misticismo, espiritualismo ou qualquer outro ismo... Se trata de física! A física das possibilidades, é filosofia no mundo das ideias de Platão! 
De todo modo, e sem ceticismo, há o que a ciência não pode provar. Há uma força que age sobre todas as outras, uma força na qual se acredita sem precisar provar. Cada um, em sua sã consciência, a intitula como quer, e escolhe a verdade que deseja acreditar, embora todas levem a um mesmo destino, ainda que ninguém saiba explicar, ou prove. 


O que importa é que todos podem sentir.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Um dia menina...

Um dia menina me chama na cama, da cama caio saio me levanto pro dia nascer depois de mim...
Ainda assim menina confusa cabeça e bicuda se esconde por trás das constelações mais lúcidas do meu jardim.
Que menina travessa de brinde de peito me dá um sossego saber dela enfim,
Existe menina brinca, pula, sacode pra gente não ser mais gente. Pra aprender a ser gente...

Ser

Nunca é tarde para sermos aquilo que gostaríamos de ser
Ser o que na realidade já somos
Ser, e não se importar com o verbo nem as nominações que ele pode levar
Ser objeto direto, indireto, simples, conjugado ou não
Ser apenas, e talvez unir orações
Ser porém, o ser das questões
O sujeito que é
O sujeito ativo
O sujeito simples, composto
O sujeito oculto
Descoberto no verbo
Ou não
Ser não importa o quê
Desde que livres para conjugar o verbo
Na oração que quisermos

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

A estrela do Norte

Pela rua asfaltada ele vai caminhando
Cabisbaixo olhando pro chão
Feito pedregulho todo despedaçado
Ora outra faz espio longo em uma direção
Foi lhe dito que não duraria
Que a estrela brilha forte no Norte
Mas habita na gruta de pedraria
Foi lhe dito que tudo tem sua hora na morte
Que tudo acaba com o tempo, e o tempo
Até a dor dissolve
Até a dor escolhe
Foi lhe dito tanto, que o tanto ficou grande
A ponto dele esquecer os astros
Olhar pro céu e ver só rastros
Da fé que ele teve um dia

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Somos mutáveis

As ideias nos mudam constantemente, de acordo com o momento, com as circunstâncias, com as convivências, com as experiências... De acordo com as próprias mudanças.



O que não pode ser mudado é a ideia de que estamos sempre mudando.