segunda-feira, janeiro 21, 2008

E quem é você?

Tudo me faz pensar em você
Os livros que leio, as saudades que tenho
De tudo o que ainda não passou por nós
De todos que ainda não conhecemos
E dos que o nosso encontro esperam
Tudo me faz pensar em talvez
Se um dia a gente não se ver
O que acontece com os sonhos?
E os desencantos dos dias passados?
De tantos a tanto amontoados
Que esperam, se entregam e não vêem
Mas tudo me faz pensar em você
Mesmos os desastrados pulos
E tropeços da vida em que caio
No caminho que é meu, e que é nosso
Acho que porque tudo enfim é você.

Óia que Ai de novo...

E de novo de tudo outra vez, porque das vezes que óia nós fomos, óia nós vamos viver pra lá de depois. E de depois de em diante, andamos juntos juntinhos bem dizer de mãos amarradas, apertadas uma na outra de frente das águas molhando os nós dos dedos dos pés. Óia que de novo nóis cai e de novo nóis vai de dizer um ai pára. Que pára que nada, se tiver que cair nóis cai e bem caído pra dizer um ai bem bonito que todo o mundo na roda há de ouvir. Ai de amor não dói não, só faz cócegas de dar risada, por isso é bão a gente dar gargalhada mesmo chamando do ai, mas óia que foi bão, a gente caiu e levantou de sopetão e mais forte e mais amante que nem de inventar história pra achar um Ai tão bom.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

...

Levantou-se do subto susto e acendeu as lamparinas ao seu alcance. Correu os olhos mata a dentro e nada. Fora um sonho? Não, ainda sentia uma presença. Alguém os vigiava na calada da noite esperando o momento oportuno para... para o quê? Ele não sabia. Mas alguém queria algo, ou alguém. Fechou os olhos apertados querendo fugir do medo que se assomara, era noite e estava frio. Os sons eram os grilhos, os estalidos da noite e os suspiros de seus amigos em sono profundo. Olhou para eles esperançoso de estarem acordados, mas nada. Dormiam e sonhavam.
Deitou-se e tentou fechar os olhos mais uma vez, mas ouviu um som que os fez arregalar-se no instante. O som ecoou noite a dentro e sumiu. O silêncio era aterrador, penetrava suas vísceras impedindo o seu sono. Um estalido e... ...
...
- Você não vai jantar?
- Estou escrevendo depois eu vou.

Nada de Novo

E também nada de velho. Contraditório.
Na realidade tudo é novo e tudo é velho, e até o nada é alguma coisa, pois se não fosse não seria nada. Enfim, duvidoso.
Tudo de novo nada passado. Suspeito.
Se repetirmos o ato já teria existido, se existido já teria passado e se passado não seria novo e tão pouco de novo. Pois se se repete o mesmo, não é o mesmo, ainda que repetido é outro, é novo. Confuso.
Basta dizer que é relativo, pois tudo na vida é relativo. Ainda pensava que a morte era certa, a única certeza de tantas dúvidas, mas até isso. Relativo.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

"Feliz ANO Novo"

Hoje é o ponto e vírgula da vida cotidiana, é o final de uma etapa que recomeça amanhã. Ponto final é não, esse só no fim mesmo. A gente começa o ano planejando e construindo sonhos, procurando estrelas no céu e adivinhando segredos queridos...
O ano termina mais uma vez, e eu conto estrelas no céu, tenho uma caixinha de pandora e os segredos... Continuam segredos.
No final dessa etapa, desejo a todos um recomeço FELIZ, mais feliz do que o passado, porque na vida, a gente tem que sempre querer mais, mas não um querer só pra gente, é um querer pro mundo, pro mundo todo ser feliz.
"Tem horas em que, de repente, o mundo vira pequenininho, mas noutro de-repente ele já torna a ser demais de grande, outra vez. A gente deve de esperar o terceiro pensamento". (João Guimarães Rosa)

domingo, dezembro 16, 2007

Pensamento

A mente é um grande labirinto que se você explorar corre o risco de se perder e corre o risco de se encontrar... Vale a pena correr esse risco.

And...

O

Q
U
E

V
A
I

S
E
R
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Hoje eu percebi uma coisa...

Não importa quanto tempo leve para agarrarmos uma chance, ela escapará e estará lá ao mesmo tempo. É como ouvir o vento, percebê-lo e não poder tocá-lo, mas você sabe que ele está lá assim como sempre estará, isso é o que consola e magoa.
Percebi, que como o vento, as coisas vão e voltam imperceptíveis num todo. E só nos damos conta que ela esteve ali, quando realmente acaba. Aí, queremos sentir novamente, mas a época das brisas se foi, é tempo de seca. É preciso esperar... Tudo tem um ciclo, o ciclo natural das coisas. Esperamos para sentir novamente e a percebemos quando... Acabou.
Não, não será mais assim. Isso acabou. Hoje eu renasci, como em todos os dias até hoje, eu vou Viver no MEU ciclo louco das coisas. Assim como eu sempre fiz, mas com novos ventos a meu favor.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Depende da gente...

Pra que o mundo seja feliz. Pra que as crianças estejam sempre sorrindo, e que as mães não fiquem tristes. Depende da gente, cuidar, cada um do seu jeito, cada um do seu modo, cuidar do nosso próprio mundo. O meu está colorido, com tinta transbordando, vou emprestar um pouco pr'os visinhos se pintarem e aproveitar para me pintar mais um pouco. Porque a vida minha gente, é feita de contos e poesia, e o que são os contos sem as letras coloridas e a poesia borrada de cinza?
Vamos pintar!!!

terça-feira, dezembro 04, 2007

Tradução: Tout le monde - (Carla Bruni)

Todo o mundo é uma pessoa engraçada
E todo o mundo tem a alma emaranhada
Todo mundo tem uma infância que ressoa
No fundo de um bolso esquecido
Todo mundo tem restos de sonhos
E cantos de vida devastados
Todo mundo procurou alguma coisa um dia
Mas todo mundo não a encontrou
Mas todo mundo não a encontrou

Seria preciso que todo mundo pedisse junto às autoridades
Uma lei contra toda nossa solidão
Que ninguém seja esquecido
E que ninguém seja esquecido

Todo mundo tem somente uma vida que passa
Mas todo mundo não se lembra disso
Eu vejo pessoas que a dobram e até mesmo a quebram
E vejo aqueles que nem mesmo a vêm
E vejo aqueles que nem mesmo a vêm

Seria preciso que todo mundo pedisse junto às autoridades
Uma lei contra toda nossa indiferença
Que ninguém seja esquecido
E que ninguém seja esquecido

Todo mundo é uma pessoa engraçada
E todo mundo tem a alma emaranhada
Todo mundo tem uma infância que ressoa
No fundo de uma hora esquecida
No fundo de uma hora esquecida