segunda-feira, agosto 24, 2009

Um medo que não é meu.

Às vezes temos tanto medo de que uma coisa acabe
Que não percebemos que com isso
Antecipamos a dor que talvez não teria existido
Meros mortais, é o que somos
E se tudo morre então porque passar o tempo pensando no fim?
Mas quem disse que conseguimos controlar sentimentos?
Talvez isso não seja possível
Mas por outro lado
Não podemos permitir que eles nos controlem
De qualquer forma
Eu prefiro viver intensamente em pouco tempo
Do que muito tempo
Sem verdadeira intensidade
No final, só nos resta ir embora
E isso é só um pequeno detalhe...

Que deveria ser contado pouquíssimas vezes
Ou quem sabe, nenhuma.

3 comentários:

Paulo Vilmar disse...

Amanda!
Creio que viver preocupado com o que acontecerá no final simplesmente tira da vida o prazer!
Beijos

tur disse...

belo texto...
tudo tem começo e meio,o fim
só existe pra quem não conhece
o recomeço...bjos!

Dlugosz Adriano disse...

"prefiro ter tocado apenas uma vez a sua pele, sentido uma vez o seu gosto, do que passar a eternidade inteira sem isso"

Dlugosz