Tudo na vida tem um "porquê", sabemos que sim, mas não sabemos o quê. Destino? Casualidade? Bobagens? Tudo pode ser e não ser, estar e sumir, tudo é mutável e se desfaz. Tudo é tão relativo e tão... Não sei. Constantemente nossa mente se enche de dúvidas, faz perguntas absurdas, mas tudo não é possível? O que não pode ser? Para 'ser', o primeiro passo é querer, o segundo é tentar, o terceiro... Bom, acho que cada um escreve os seus passos e deixa suas migalhas de pão da maneira que lhe é melhor. As migalhas são roubadas pelos pássaros, senhores do tempo, e não há volta. A gente anda em circulo, vai e volta, fica e foge, a gente tem medo, se esconde do escuro, abaixa na queda, a gente faz tudo pra gente e nos esquecemos da gente. Somos todos adultos aprendendo o ABC - Avistar, Buscar, Consolidar. Somos todos crianças vendo além do que é possível ver. E não sabemos por quê. Destino? Casualidade? Bobagens... A idade, as idéias, os ideais, são da gente, nos pertencem, e são só massinhas de modelar, as minhas são bem coloridas.
Cada um é pedaço d'um que foi d'outro. É ser e estar no momento agora. E o Agora... É um encontrar-se de novo.
terça-feira, março 25, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Mulher
Encanta teu jogo suspiro ardente, fascina semente que brotas da alma, teu descanso anda rente a tua essência cuja efêmera trilha compõe-te o verso. Mulher, caminha tua vida de mãos com o vento, teu ventre tua sina, teu corpo, tua grandeza, tua alma me chove, templo de fonte de sede. Bebo-te em mim... Bebo-te os risos, as lágrimas a pureza, roubo teu grito, abro tuas pernas muro passadiço, sou tudo e tanto em ti. Sopra-me do infinito, joga-me de tudo a todos, somos nós... Mulher.
terça-feira, março 04, 2008
Eu
Penso nas coisas simples, no porquê da vida ser assim, nas pessoas que amo, e tenho medo de perdê-las, e medo de não ter medo... Penso que pensando assim é mais difícil, fica tudo de uma cor só, e não vejo outros meios. Mas as possibilidades são infinitas, tal como o infinito da vida, então prefiro parar de pensar, prefiro correr de braços abertos e jogar-me do alto para não sei onde... O que virá amanhã não me importa, mas corro de braços abertos e me jogo nos braços do nada... Se algo mudará não importa... Eu corro e cada vez mais rápido, mais leve, mais não Eu... E canso... E respiro... Eu prefiro nunca parar de correr, porque assim sou livre, vôo junto aos pássaros, repouso nas costas das nuvens, fujo de toda pouca verdade que existe no mundo, da impureza e hostilidade, fico e fujo de mim mesma... Eu amo, eu sonho, eu sinto, eu ouço, eu beijo, eu brigo, eu bato, eu me desculpo, eu caio, eu choro, eu me levanto, eu não desisto, eu vivo.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
"Profitez de I'instant"
É só no que tenho pensado - aproveitar o momento. E dá pra incluir tantas coisas nesse simples pensar... Mas é uma idéia que a gente não pode deixar passar, ficar pensando no que poderia, no que seria, no que viria a acontecer... Ah, assim não vale, assim não é aproveitar. Après tout, a vida passa, corre com o menino dos sonhos dos olhos dourados, de mãos dadas com o tempo, que envelhece nosso I'instant e julga nossa alma, põe medo nas nossas vontades, provoca as nossas vertigens, e no fim das contas, somos nós mesmos... Très bien. Mas chega um momento em que nos perguntamos "Pourquoi? Et pourquoi pass?"
Fazer quelque chose de bonito, ainsi fortement beau... Porque sentir o momento e fazer o momento são coisas totalmente diferentes, mas que caminham de mãos dadas.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
O Espelho - Alberto Caeiro
O espelho reflete certo; não erra porque não pensa.
Pensar é essencialmente errar.
Errar é essencialmente estar cego e surdo.
Na mata.
Ela corria para ele como se seguisse seus passos, pois ele não parava, 'ele nunca pára', pensava ela. Não se importava, sabia o que estava fazendo e para onde estavam indo, sabia que era importante e o ouvia dizer "apenas não se esqueça de quem você é - você sabe..."
Mas a caminhada parecia infinita, um piscar de olhos e sempre a mesma cena, ela correndo e ele indo embora, ela criança e ele 'pai', ela brincando e ele caçando... Ela também lhe dizia "nunca solte a minha mão"... E ele: "sempre vou estar aqui, mas não se esqueça"
Sua voz calma e autoritária ressoava entre as árvores de onde ouvia-se apenas o cantarolar dos pássaros e o suspiro do vento. O lugar onde ele estava agora era vazio, deixou sua força e sensatez nas folhas pra que ela soubesse que ele não foi embora.
Desde então, ao fechar os olhos seus outros sentidos se aguçavam e ela podia ouvir, podia sentir o Pai na natureza, a natureza nela mesma, aos sons do vento, do mar, das folhas estalando, os grilos, os pássaros, a eternidade.
domingo, fevereiro 10, 2008
Conto não...
Tantas histórias pra contar, que fica difícil começar assim sem ser errado. Por isso a gente não começa, muitas opções ou poucas, nunca estamos contentes em começar. Ah, desculpe... Nunca estou.
A gente tem tanto pra fazer que acha que o tempo é pouco, enrola... enrosca... e fica nisso. Porque todo mundo pensa que tudo tem um fim, que o que é bom não é pra sempre, que pra sempre não existe. Por que então as pessoas dizem... pra sempre?
As coisas começam, acabam e começam. Como um ciclo sem fim, porque tudo na vida tem um fim, e pra cada fim existe um começo. Tem mil coisas que passam pela minha cabeça agora, e mil coisas que vão embora. Bom, vou começar por uma delas.... Depois eu conto.
A gente tem tanto pra fazer que acha que o tempo é pouco, enrola... enrosca... e fica nisso. Porque todo mundo pensa que tudo tem um fim, que o que é bom não é pra sempre, que pra sempre não existe. Por que então as pessoas dizem... pra sempre?
As coisas começam, acabam e começam. Como um ciclo sem fim, porque tudo na vida tem um fim, e pra cada fim existe um começo. Tem mil coisas que passam pela minha cabeça agora, e mil coisas que vão embora. Bom, vou começar por uma delas.... Depois eu conto.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Há VIDA!
Como surgiu a vida? Quem somos? De onde viemos e para onde vamos?
Acho que todos um dia se fazem essas perguntas, todas insaciáveis de desejo de saber que fazem parte de um conjunto de muitas coisas e ninguém sabe do quê. São partes de um todo dissipado em grande espaço em conseqüente busca do que pra onde, pra quem, ou pra o quê ninguém realmente sabe. Talvez bem lá no fundo, lá onde guarda-se a alma, a gente saiba. E saiba tão bem, tão claramente, que talvez por isso não aceitamos. Às vezes imagino que a resposta para tantas perguntas é tão óbvia e simples que logo me dou por vencida e sei que não é ou não pode ser assim, fácil. A vida é muito bonita para ser decifrada, e muito curta para perdemos o tempo tentando fazer isso. E se a vida é realmente tão breve, porque não contentar-se e viver? Fazer parte disso é muito mais do que existir, é sentir-se PARTE, e sentir-se parte está longe de ser apenas viver.
É lindo quando finalmente nascemos, quando despertamos para o que parecia apagado e sem muito sentido, quando compreendemos a dimensão do que somos, do milagre que somos, e de quanta vida existe em nós e para nós. Cada ser é único em si e único em conjunto, cada partícula, pedaço, metade, TUDO é um verdadeiro milagre, porque não há o que não seja vivo, mesmo nos objetos depositamos nosso carinho, para tudo há sentido e onde há sentido a VIDA nasce e renasce a cada segundo.
São assim.
- E se eu quiser ir embora?
- A porta é serventia da casa!
- E se eu não voltar mais?
- Lá vem você de novo.
- É você que me provoca, cheguei e você nem aí pra o que eu disse. Nesse caso, acho que não se importaria se não tivesse que me ouvir mais.
- Estou cansado, é todo dia a mesma história. Mas se for assim... Realmente não me importo.
- ...Não ...Não se importa?
- É você que está procurando.
- ...Não se importa?
- ...
- Então vá e que o diabo que te carregue, seu... monstro... Depois de tudo, de todo esse tempo... Seu puto ridículo imprestável... Como pode... Anhhn Me SOLTA!
- Você não vai à lugar nenhum.
- ME LARGA.
- Você sabe que não vou deixar.
- Você não presta.
- E você menos ainda.
- ... Vem cá...
- ...
- ...
- Então, o que vamos fazer hoje?
- A porta é serventia da casa!
- E se eu não voltar mais?
- Lá vem você de novo.
- É você que me provoca, cheguei e você nem aí pra o que eu disse. Nesse caso, acho que não se importaria se não tivesse que me ouvir mais.
- Estou cansado, é todo dia a mesma história. Mas se for assim... Realmente não me importo.
- ...Não ...Não se importa?
- É você que está procurando.
- ...Não se importa?
- ...
- Então vá e que o diabo que te carregue, seu... monstro... Depois de tudo, de todo esse tempo... Seu puto ridículo imprestável... Como pode... Anhhn Me SOLTA!
- Você não vai à lugar nenhum.
- ME LARGA.
- Você sabe que não vou deixar.
- Você não presta.
- E você menos ainda.
- ... Vem cá...
- ...
- ...
- Então, o que vamos fazer hoje?
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